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Mulher diz à polícia que fez sexo com pastor e usou drogas com homem que morreu em motel

O g1 teve acesso com exclusividade aos detalhes do depoimento da mulher. A morte ocorreu em Catanduva (SP) na segunda-feira (12).

16/10/2026 às 17h45
Por: Leandro Campos Fonte: Por Desirèe Assis, Henrique Souza, Bernardo Garbi*, g1 Rio Preto e Araçatuba
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Homem que morreu em suíte de motel em Catanduva estava acompanhado de casal — Foto: Google Maps
Homem que morreu em suíte de motel em Catanduva estava acompanhado de casal — Foto: Google Maps

A mulher de 26 anos que estava na suíte onde um homem de 33 anos morreu, em um motel de Catanduva (SP), afirmou à Polícia Civil que a vítima consumiu drogas antes de passar mal. Os dois estavam acompanhados de um pastor, que derrubou o portão do estabelecimento ao tentar fugir do local na noite de segunda-feira (12).

O g1 teve acesso com exclusividade aos detalhes do depoimento da mulher. Aos policiais civis, Ana Lígia Oliveira do Carmo relatou que havia conhecido a vítima cerca de 15 dias antes e, desde então, eles mantiveram relações sexuais casuais, embora o homem demonstrasse interesse em assumir um relacionamento sério.

Conforme consta no documento, a jovem chegou ao motel de carro por volta das 18h, acompanhada da vítima, Fabricio Augusto Das Neves, e do pastor Alex Sandro Soares Zeca, de 47 anos. Em seguida, o trio foi para a suíte, onde consumiu bebida alcoólica e entorpecentes, como maconha e cocaína. De acordo com a mulher, a cocaína havia sido oferecida pelo pastor. O g1 tenta contato com a defesa dos investigados.

Pouco tempo depois, a vítima relatou à dupla que estava passando mal e entrou no banheiro. Nesse intervalo, a mulher disse que o pastor perguntou se ela tinha compromisso sério com Fabricio e a convidou para "aproveitar o local", ocasião em que os dois mantiveram relações sexuais.

Na sequência, a vítima retornou do banheiro, sentou-se em uma cadeira e ficou observando a dupla. A mulher chegou a chamar o homem para se juntar a ela e a Alex, mas ele recusou o convite e aparentou estar com ciúmes.

Após o término da relação sexual, a jovem disse ter estranhado a mudança de comportamento de Fabricio.

Ao ser questionado, o homem admitiu estar chateado por ela não ter ido a uma confraternização na casa dele pouco antes.

De acordo com o documento, em seguida, Fabricio voltou para o banheiro alegando mal-estar. Incomodada com a situação, Ana Lígia recolheu suas roupas e foi esperar no carro, pois queria ir embora.

A morte

Pouco depois, ainda do lado de fora da suíte, a mulher relatou ter ouvido o barulho de um copo de vidro se quebrando e, em seguida, o pastor gritou: "Tá repreendido, o sangue de Jesus tem poder!".

Assustada, ela decidiu retornar ao quarto e encontrou o pastor debruçado sobre o outro homem, tentando reanimá-lo e jogando água em sua boca. A vítima estava nua, apresentava sinais de convulsão e expelia água e espuma pela boca.

Segundo o depoimento, a mulher colocou a cabeça de Fabricio no colo dela, notou que ele apresentava coloração arroxeada e utilizou o celular da vítima para acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Em seguida, o pastor disse que precisava sair do motel, pois corria o risco de ser preso e não poderia estar em um local como aquele. Alex tentou pagar a conta, mas foi impedido pelos funcionários do estabelecimento. Diante da negativa, o evangélico arrombou o portão usando o carro e fugiu.

Segundo o depoimento, a mulher colocou a cabeça de Fabricio no colo dela, notou que ele apresentava coloração arroxeada e utilizou o celular da vítima para acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Em seguida, o pastor disse que precisava sair do motel, pois corria o risco de ser preso e não poderia estar em um local como aquele. Alex tentou pagar a conta, mas foi impedido pelos funcionários do estabelecimento. Diante da negativa, o evangélico arrombou o portão usando o carro e fugiu.

Delegacia da Polícia Civil em Catanduva (SP) — Foto: Google Street View/Reprodução

Delegacia da Polícia Civil em Catanduva (SP) — Foto: Google Street View/Reprodução

Atendimento à vítima

Ainda segundo o depoimento da mulher à polícia, a equipe do Samu realizou manobras de reanimação, mas o óbito de Fabricio foi constatado dentro da suíte.

O corpo dele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exame necroscópico, que vai determinar a causa exata da morte.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Catanduva, registrado inicialmente como morte suspeita, dano, fraude processual, outras fraudes e porte de drogas para consumo pessoal.

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