Em nota, o Dourado rebateu as críticas e destacou que o Santos foi condenado pela CNRD a pagar R$ 18.616.377,46 ao clube mato-grossense pela negociação do zagueiro Joaquim Henrique.
“Há uma inversão de valores quando quem deve se sente à vontade para adjetivar quem cobra. Cobrar publicamente um crédito reconhecido pela CNRD não é desrespeito entre clubes coirmãos. Entre clubes coirmãos, a primeira forma de respeito é pagar o que se deve”, afirmou o Cuiabá.
O clube também respondeu à provocação de Teixeira sobre sua situação esportiva. Atualmente na Série B do Campeonato Brasileiro, o Cuiabá lembrou que o próprio Santos disputou a segunda divisão em 2024, primeiro ano da atual gestão do dirigente.
“Quanto à Série B: a divisão em que um clube joga não mede a honra de quem o dirige. O próprio Santos disputou a Série B em 2024, primeiro ano da atual gestão”, diz trecho da nota.
O Cuiabá ainda citou problemas financeiros do Santos, afirmando que o clube paulista chegou recentemente a acumular sete transfer bans ativos na FIFA, incluindo punições relacionadas a dívidas com clubes formadores de atletas e integrantes de uma antiga comissão técnica.
A troca de acusações ocorre na mesma semana em que o Cuiabá quitou uma dívida de aproximadamente R$ 5,5 milhões com o técnico português Petit e sua comissão técnica. Segundo o clube, o pagamento foi realizado com recursos próprios e encerrou uma punição da FIFA que impedia o registro de novos jogadores.
Na manifestação, o Dourado também informou que as declarações de Marcelo Teixeira serão analisadas pelo departamento jurídico.
“O Cuiabá não responderá a adjetivos com adjetivos. As declarações dirigidas ao presidente do clube serão avaliadas por seus advogados. Adjetivos não quitam dívidas”, afirmou.
Ao encerrar a nota, o clube cobrou uma posição do Santos sobre o débito e devolveu a provocação feita por Teixeira.
“O clube seguirá cobrando, nos foros competentes, cada real que lhe é devido, e espera do Santos não uma opinião sobre a gestão do Cuiabá, mas a data do pagamento. Com todo o respeito à tradição de um clube como esse”, concluiu.
Nota completa
"O Cuiabá Esporte Clube SAF tomou conhecimento das declarações do presidente do Santos Futebol Clube, Marcelo Teixeira, que chamou o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, de "desqualificado" e "irresponsável". Teixeira também sugeriu que talvez seja por isso que o Cuiabá está onde está, "com todo o respeito à tradição de um clube como esse".
Nesta semana, o Cuiabá quitou integralmente a condenação imposta pela FIFA no caso Petit, de cerca de R$ 5,5 milhões, com recursos próprios e o esforço de seus acionistas. Hoje, recebeu adjetivos ofensivos do presidente de um clube condenado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) a pagar R$ 18.616.377,46 ao Cuiabá, pela negociação do zagueiro Joaquim.
Há uma inversão de valores quando quem deve se sente à vontade para adjetivar quem cobra. Cobrar publicamente um crédito reconhecido pela CNRD não é desrespeito entre clubes co-irmãos. Entre clubes co-irmãos, a primeira forma de respeito é pagar o que se deve.
Quanto à Série B: a divisão em que um clube joga não mede a honra de quem o dirige. O próprio Santos disputou a Série B em 2024, primeiro ano da atual gestão. Fundado em 2001, o Cuiabá ainda está construindo a sua tradição. Chegou à elite em 2021, disputou quatro edições seguidas da Série A e ergueu, com recursos próprios, uma das estruturas de treinamento mais modernas do país. Voltará pelo caminho do campo, honrando seus compromissos, mesmo quando isso custa caro, como custou ontem.
A gestão do Santos, por sua vez, tem sido notícia por outros números. Recentemente, o clube chegou a 7 transfer bans ativos na FIFA. Três deles envolvem o mecanismo de solidariedade, isto é, valores devidos a clubes que formaram atletas. Há ainda uma sanção por dívidas com o ex-treinador do Santos e sua comissão técnica, obrigação da mesma natureza da que o Cuiabá acaba de quitar. Seguir contratando para a Série A enquanto os credores esperam não é mérito esportivo: é custo transferido para quem cumpre contratos.
O Cuiabá não responderá a adjetivos com adjetivos. As declarações dirigidas ao presidente do clube serão avaliadas por seus advogados. Adjetivos não quitam dívidas. O clube seguirá cobrando, nos foros competentes, cada real que lhe é devido, e espera do Santos não uma opinião sobre a gestão do Cuiabá, mas a data do pagamento.
Com todo o respeito à tradição de um clube como esse.
Cuiabá Esporte Clube SAF"
✅ Clique aqui para participar da nossa Comunidade no WhatsApp