Edimar disse que, ao chegar a BH, perguntou para pessoas na rua se conheciam a mulher. Ele também pediu ajuda a uma rádio. O pedreiro afirma só ter se dado conta de que Jéssica não existia pelo fato de ninguém conhecê-la.
"Eu já andei com várias fotos, mostrando e perguntando se alguém conhecia essa pessoa e todos falaram que não. Então, eu me senti enganado", relatou.
Promessas de ajuda financeira
O pedreiro, que atualmente, está afastado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirmou que não houve desconfiança sobre a possibilidade de se tratar de um golpe porque a suposta mulher nunca pediu dinheiro durante as conversas. Segundo ele, ela prometia, inclusive, ajudá-lo com a viagem para visitá-lo.
"Sempre oferecia para pagar minha passagem, me buscar em qualquer lugar, passar o endereço, e eram assim as propostas", afirmou. Nos vídeos públicos postados em sua rede social, a personagem fala em ajudar os homens. "Eu gosto de ajudar, mas eu quero você mesmo para mim. E to querendo um rapaz macho", diz ela em um dos vídeos postados em seu perfil.
O g1 entrou em contato, por mensagem privada, com o perfil da mulher criada por IA, em busca de esclarecimentos do adminstrador da conta, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
O g1 também entrou em contato com a Polícia Civil de Minas Gerais e aguarda retorno.
Ajuda para voltar
Após as tentativas frustradas de encontrar a "namorada virtual" por Belo Horizonte, o homem foi orientado a recorrer à Unidade de Acolhimento e Atendimento ao Migrante da Prefeitura de Belo Horizonte.
Em nota, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH) informou que Edimar recebeu orientações sobre os riscos de golpes praticados por meio das redes sociais e teve acesso a banho e alimentação.
Depois de uma avaliação da equipe técnica, a prefeitura emitiu uma passagem para ele viajar ao município de Augustinópolis (TO), onde ele nasceu e para onde desejava ir. A viagem ocorreu na tarde desta terça-feira (13).
Antes de embarcar para a cidade natal, ele desabafou sobre a situação.
"Isso aí é uma coisa que não era nem para existir. Era para uma lei botar em cima disso aí, que todo mundo é enganado. Qualquer um cai" , destacou Edimar.
O que diz a Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais informou não ter registrado ocorrência do caso do homem que viajou do Maranhão a Belo Horizonte para encontrar quem ele acreditava ser uma pretendente.
A polícia recomenda que, nesses casos, as vítimas procurem uma unidade policial para registrar os fatos ou que seja feito um BO pela delegacia virtual.
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