Serralheiro diz que outras duas pessoas participaram do assassinato de professor
Delegado Bruno Abreu afirma que a polícia trabalha para identificar os demais envolvidos e apura se houve pagamento pela execução do crime.
09/10/2026 às 18h36
Por: Leandro CamposFonte: VINÍCIUS ANTÔNIO DO REPÓRTERMT
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Reprodução. Serralheiro confessou o assassinato e permanece preso temporariamente.
O serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, conhecido como “Bigode”, disse à polícia que outras duas pessoas participaram do assassinato do professor Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, em Várzea Grande. A informação foi revelada hoje (9) pelo delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), após um novo depoimento do investigado.
Segundo o delegado, Elias afirmou que planejou o crime com um conhecido que também estaria sendo supostamente chantageado pelo professor. Os dois teriam decidido matar Breno para impedir que ele revelasse informações sobre possíveis relacionamentos extraconjugais.
“Ele, comentando com um colega dele que também estava passando por essa situação, decidiram fazer o que fizeram com ele”, relatou Bruno Abreu.
Conforme a versão apresentada pelo serralheiro, um dos envolvidos buscou Breno de motocicleta, enquanto Elias seguiu atrás, em um carro. Ao chegarem ao local onde o corpo foi encontrado, uma terceira pessoa já estaria esperando a vítima.
“Eles seguiram até o local onde já tinha uma terceira pessoa esperando. E já pegou ele [Breno] pelo pescoço e tirou o telefone dele”, contou o delegado.
Elias também alegou que não entrou na área de mata onde o professor foi morto. Segundo ele, os outros dois envolvidos teriam levado Breno até o local, enquanto ele permaneceu próximo ao veículo.
Ainda de acordo com o depoimento, um dos envolvidos teria enviado fotografias do local do assassinato ao serralheiro. As imagens, segundo Elias, permitiram que ele posteriormente indicasse aos policiais onde o corpo estava.
O delegado confirmou que a polícia já trabalha para identificar os outros envolvidos, mas evitou fornecer detalhes para não comprometer as investigações.
“Quanto a esses suspeitos, gente, eu não vou poder falar muito. A gente vai agora prosseguir com o inquérito para identificar as pessoas corretas que fizeram isso”, afirmou.
Bruno Abreu também destacou que a participação de outras pessoas e as circunstâncias do assassinato ainda precisam ser esclarecidas. A polícia investiga, inclusive, se houve pagamento pela execução do crime.
“Nós temos muita coisa ainda para analisar. Se tem um, dois, três, quatro suspeitos, né? A motivação, a princípio, é essa. Pode ser que seja outra motivação”, explicou.
O CASO
Breno desapareceu no dia 26 de setembro, após sair de casa, no bairro Capela do Piçarrão, em Várzea Grande. Imagens de câmeras de segurança registraram o professor subindo na garupa de uma motocicleta.
O corpo foi localizado na quinta-feira (8), em uma região de brejo no bairro 13 de Setembro, após Elias indicar o local aos investigadores.
O serralheiro confessou o assassinato e está preso temporariamente. A DHPP continua investigando a possível participação de outras pessoas e a motivação do crime.
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