
O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) cobrou, nesta terça-feira (27), a atuação das autoridades para apurar denúncias de perseguição política, ameaças de demissão, boicotes a estabelecimentos comerciais e manifestações xenofóbicas em municípios de Mato Grosso. Em nota pública, a sigla manifestou preocupação com relatos de discriminação contra eleitores e apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pediu medidas para prevenir novas ocorrências e responsabilizar eventuais infratores.
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Segundo o partido, relatos divulgados pela imprensa apontam iniciativas para constranger comerciantes, trabalhadores e cidadãos por causa de suas escolhas eleitorais ou de sua origem regional. A legenda considera essas práticas incompatíveis com os princípios democráticos e com o respeito à dignidade humana.
“Nenhum cidadão deve ser perseguido, perder seu emprego ou ter seu sustento ameaçado por causa de seu voto”, afirma o documento.
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Na manifestação, o PT também destacou a participação de pessoas de diferentes regiões do país na formação econômica e social de Mato Grosso. Para a sigla, a existência de iniciativas de exclusão por divergências políticas ou preconceito regional contrasta com a trajetória do estado, marcada pela chegada de trabalhadores, empresários e produtores de outras localidades.
A legenda defendeu que a democracia não se restringe ao resultado das eleições e depende do respeito às diferenças, da liberdade de consciência e da igualdade de direitos. O partido também argumentou que a pluralidade política é essencial para a convivência pacífica e não representa uma ameaça ao desenvolvimento estadual.
Diante das denúncias, o diretório estadual pediu que o Governo de Mato Grosso, parlamentares, prefeituras e instituições do sistema de Justiça, incluindo Ministério Público, Poder Judiciário, Defensoria Pública e forças de segurança, atuem dentro de suas atribuições para investigar os relatos, prevenir novos episódios e garantir a proteção dos trabalhadores.
O PT também convocou lideranças empresariais, entidades representativas do comércio, da indústria e do agronegócio e a sociedade civil a se posicionarem contra possíveis práticas de perseguição econômica, discriminação e intolerância política.
“Mato Grosso precisa de paz, respeito e união. A prosperidade deve ser construída com trabalho e liberdade, jamais com medo, exclusão ou perseguição”, conclui a nota.
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