
Torcedores do Flamengo protestaram contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), neste domingo (11), no Maracanã. A manifestação criticou a medida provisória do governo federal que proibiu as apostas de quota fixa no Brasil.
A faixa foi aberta no Setor Norte antes do clássico contra o Fluminense, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. A mensagem associava a decisão a um prejuízo ao esporte: “O futebol brasileiro não pode ser vítima desse gol contra. Lula, Congresso e STF”.
O protesto também chegou ao gramado. Flamengo e Fluminense entraram em campo com a frase “Proibir não é proteger” no espaço dos uniformes destinado aos patrocinadores principais. Antes da proibição, os locais eram ocupados pelas marcas Betano e Superbet, respectivamente.
Assinada por Lula em 25 de setembro, a Medida Provisória nº 1.394/2026 proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa, incluindo apostas esportivas e jogos on-line. A restrição não abrange as demais modalidades de loteria autorizadas por lei.
O Flamengo já havia levado a discussão ao STF. Em nota divulgada em 30 de setembro, o clube informou que pediu para participar, como colaborador, da ação que questiona a constitucionalidade da medida.
A instituição argumenta que a mudança afeta contratos de patrocínio e o financiamento de categorias de base e modalidades olímpicas. Na mesma manifestação, o clube afirmou aceitar a regulamentação do setor, mas defendeu que alterações preservem a segurança jurídica dos contratos e investimentos.
Nas arquibancadas, os rubro-negros também exibiram uma faixa pelo fim da escala de trabalho 6x1. A mensagem fez uma provocação ao Vasco, com referência a uma goleada sobre o rival.
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