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Polícia Civil apresenta Inquérito Eletrônico a equipes das regionais

A Diretoria da Polícia Judiciária Civil reuniu nesta quarta-feira (02.10) em Cuiabá, delegados, chefes de equipe e de operações de todas as regionais da instituição para oficinas sobre os Sistemas Geia e o Inquérito Policial Eletrônico.

03/10/2019 20h59
Por: Redação Hora News MT
Fonte: Assessoria PJC
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Foto: Assessoria PJC
Foto: Assessoria PJC

A Diretoria da Polícia Judiciária Civil reuniu nesta quarta-feira (02.10) em Cuiabá, delegados, chefes de equipe e de operações de todas as regionais da instituição para oficinas sobre os Sistemas Geia e o Inquérito Policial Eletrônico. A reunião gerencial foi realizada na Academia Polícia Civil e contou com a participação dos diretores da PJC.

O delegado-geral adjunto Gianmarco Paccola, destacou que o aprimoramento dos trabalhos da instituição passam pelo investimento em tecnologia. “Para prosperarmos e cada vez mais nos profissionalizarmos necessitamos investir e usar a tecnologia em nosso favor. E os sistemas Geia, assim como o inquérito eletrônico, nos darão um avanço primordial para nossas atividades”, defendeu o diretor na abertura da reunião gerencial.

Ele frisa ainda o benefício de trabalho integrado, que será possível com os sistemas de outras instituições. “Estamos entrando em uma nova era de trabalho com a implantação do inquérito eletrônico. Sabemos que toda mudança de cultura traz um certo tempo para adaptações, mas o Geia é um caminho sem volta”, relata o delegado ao se referir ao conjunto de sistemas que reúne módulos de trabalho da instituição com informações sobre gestão, controle e rotinas administrativas e operacionais.

O inquérito eletrônico integrará a base de dados do sistema Geia da Polícia Civil com o Processo Judicial Eletrônico do Tribunal de Justiça. “Estamos buscando ferramentas que possam nos assegurar uma polícia mais forte. E com o inquérito eletrônico em funcionamento teremos ainda economia de tempo e de insumos administrativos, facilitando assim a atividade-fim policial, pois a parte burocrática, o sistema fará”, reforçou o delegado Gianmarco Paccola.

Segurança, agilidade e economia são algumas das vantagens enumeradas pelo investigador Fábio Ferreira, coordenador de TI da Polícia Civil. Ele frisa que o sistema possibilitará ainda a padronização dos procedimentos e o levantamento de estatísticas.

A diretora de Execução Estratégica da PJC, delegada Daniela Maidel, frisa a profissionalização que a nova ferramenta trará para a rotina policial, uma vez que todas as instituições que atuam no sistema de justiça caminham nesse sentido. “Estamos fazendo um investimento substancial para ter uma polícia mais forte, com ferramentas que facilitem nosso trabalho e nos permita atuar em sintonia com as instituições. A tecnologia é nossa aliada”. Ela acrescenta que o investimento total para implantação do IPE é de R$ 7 milhões entre criação e desenvolvimento de ferramentas e equipamentos.

A Resolução de 18/12/2013 do Conselho Nacional de Justiça instituiu em todos os tribunais do país o processo judicial eletrônico. Em Mato Grosso, os processos na esfera cível já tramitam todos em versão eletrônica. Com a implantação do inquérito eletrônico, há a possibilidade de comunicação com os demais sistemas da justiça e Ministério Público, por exemplo.

Hoje, cinco unidades da federação trabalham com inquérito eletrônico – Goiás, Ceará, São Paulo, Paraná e Distrito Federal - e a criação da ferramenta para a PJC de Mato Grosso teve como inspiração o modelo criado em São Paulo.

“Nos permitirá ter organização das unidades de modo que possamos acompanhar o andamento dos trabalhos em conformidade com o que estabelece a legislação”, assegurou o corregedor-geral da PJC, delegado Jesset Munhoes.

Diretor da Acadepol, delegado Welber Franco, destaca o protagonismo dos servidores que atuam na atividade-fim da Polícia Civil com o funcionamento do IPE. “É um novo momento para nossa instituição e precisamos estar abertos e comprometidos com esta mudança”.

Benefícios

O analista de sistemas, escrivão Ricardo Barcelar, coordena a Fábrica de Software e responsável pelo desenvolvimento do sistema Geia da Polícia Civil. Segundo o analista, o inquérito policial eletrônico trará vários benefícios ao trabalho cartorário. “Com o atual sistema já observamos os benefícios da geração automática de peças, mas com o IPe estas peças serão assinadas na forma digital dispensando sua impressão e formação de um processo físico”, disse.

Para os policiais que atuam diretamente no inquérito policial, em especial o escrivão de polícia, o modelo proporcionará mais do que controle, permitirá a contabilização dos feitos e a segurança na guarda dos documentos produzidos.

O encaminhamento de medidas protetivas por meio digital ao Poder Judiciário é a primeira experiência da Polícia Civil, nesse processo de transmissão eletrônica de procedimento ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Funcionando desde agosto de 2018, na Delegacia da Mulher de Cuiabá, e em 2019 na Delegacia da Mulher de Várzea Grande, o envio deu mais agilidade e segurança às vítimas que buscam pelo atendimento nas unidades Especializadas, além de maior controle daquelas vítimas em risco eminente de feminicídio. O encaminhamento digital também está em vias de começar em todas as demais delegacias da mulher do interior.

GEIA

O projeto Geia é um sistema que reúne um conjunto de módulos que visa a gestão,  controle e rotinas administrativas e operacionais, ajudando no fornecimento de informações rápidas sobre efetivo, lotações, viaturas, móveis e relatórios para os titulares, além de outras ferramentas que ajudam as unidades em pesquisas e análise de vínculos de pessoas investigadas.

O Sistema Geia foi implantado em 2012, na gestão do então delegado-geral, Anderson Garcia, como necessidade de melhorar as informações da gestão administrativa. O Geia é composto dos módulos Argus, Vinculum, Precatória, Petardo, Cartorium, GView e Simbia, e é desenvolvido  e gerenciado pela Polícia Civil, por meio da Fábrica de Software da Academia da Polícia Civil.

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