MAQUININHA LELECO
Madrasta Assassina

Policia prende madrasta que matou enteada envenenada para ficar com herança em MT

Uma mulher foi presa na manhã desta segunda-feira em cumprimento a um mandado expedido pela Justiça Mato-grossense e levada para a Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), de Cuiabá.

09/09/2019 14h43
Por: Redação Hora News MT
Fonte: ornalista Jonas Jozino
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Uma mulher foi presa na manhã desta segunda-feira em cumprimento a um mandado expedido pela Justiça Mato-grossense e levada para a Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), de Cuiabá. Ela é acusada de ter envenenado e matado a enteada de apenas 11 anos de idade para ficar com toda a herança do pai da criança. O crime aconteceu no dia 11 de junho.

A mulher, de 42 anos, foi acusada pelo Ministério Público de Mato Grosso da morte da garota M.P.C.O. com veneno, que tem venda proibida e ministrado à criança em pequenas doses por dois meses, entre abril e junho deste ano. Ela chegou a ser levada ao hospital no dia 14 de junho, mas chegou morta ao local.

O corpo foi levado para exames no Instituto Médico Legal, que comprovaram o uso do veneno. A princípio havia suspeita de meningite e até abuso sexual, pois havia inchaço na genitália da criança. Mas, os exames acabaram constando a morte por envenenamento.

Nos exames realizados pelo Laboratório Forense, mediante Pesquisa Toxicológica Geral, foram detectados no sangue da vítima duas substâncias, uma delas veneno que provoca intoxicação crônica ou aguda e a morte.

"Essa substância não é encontrada em medicamentos, portanto, sua ingestão por humanos somente pode ocorrer de forma criminosa. Os sintomas da sua ingestão são: visão borrada, tosse, vômito, cólica, diarréia, tremores, confusão mental, convulsões, etc.", explicaram os delegados Francisco Kunze e Wagner Bassi, que conduzem as investigações. 

Com base nas informações fornecidas pelo IML, os agentes da Deddica começaram a investigar o caso e descobriram que a madrasta envenenava a criança para ficar com a herança que a menina havia recebido ao nascer devido a morte da mãe, durante um parte em um hospital em Cuiabá, por erro médico.

A ação foi movida pelos avós maternos da criança, que ingressou na Justiça pela indenização, que em 2019, após 10 anos, foi encerrado o processo, com causa ganha a família de R$ 800 mil, incluindo os descontos de honorários advocatícios.

Parte do dinheiro ficaria depositado em uma conta para a menina movimentar somente na idade adulta. A Justiça autorizou que fosse usada um pequena parte do dinheiro para despesas da criança, mas a maior quantia ficaria em depósito para uso após a maioridade, aos 24 anos. 

O pagamento da ação iniciou em 2019. Até 2018, a menina era criada pelo avós paternos. Em 2017, a avó morreu e no ano seguinte (2018) o avô faleceu também, passando a garota a ser criada, naquele mesmo ano, pelo pai e madrasta. A partir daí, segundo a investigação, começou o plano da mulher para matar a criança com o objetivo de ter acesso ao dinheiro.

 A suspeita foi levada para a sede da Deddica, em Cuiabá.

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