Quarta, 26 de Janeiro de 2022
Geral Greve nos Presídios

Reunião entre policiais penais e Governo termina sem acordo

Categoria fará nova assembleia para definir rumos da paralisação; outra reunião acontecerá em fevereiro

05/01/2022 às 15h15
Por: Leandro Campos Fonte: Lislaine dos Anjos/Mídia News
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Foto: Midia News
Foto: Midia News

Foi encerrada sem acordo a reunião entre representantes do Sindicato dos Policiais Penais de Mato Grosso (Sindspen), Governo do Estado e Assembleia Legislativa na manhã desta quarta-feira (05).

 

Após quase três horas de negociação, não houve nova proposta do Paiaguás e uma nova agenda ficou marcada para o dia 03 de fevereiro. Nesta data as negociações serão retomadas e o Governo deverá apresentar um estudo sobre a valorização salarial exigida pela categoria – já levando em conta a Revisão Geral Anual (RGA) concedida este ano, de 7%.

 

A reunião contou com a presença do presidente do Sindspen, Amaury Neves, o secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho e uma comissão da Assembleia Legislativa, formada por um assessor do deputado João Batista (Pros), pelo líder do Governo Dilmar Dal’Bosco (DEM) e pelos deputados Allan Kardec (PDT) e Eduardo Botelho (DEM).

 

“Não desistimos do nosso intuito. Achamos preocupante a data do dia 03, porque está muito distante, mas o ambiente de negociação foi reconstruído”, afirmou o presidente.

 

Uma nova Assembleia será realizada pela categoria às 16h para decidir se a greve será retomada – após a trégua iniciada na terça-feira (04) – ou se permanecerá suspensa até a próxima reunião.

 

De acordo com o presidente do Sindspen, a categoria permanece firme na luta por recomposição salarial dos 10 últimos anos e a equiparação salarial com as outras forças da Segurança Pública.

 

“Queremos essa equiparação, nem que seja em um plano gradativo. Pretendemos que a nossa categoria tenha o seu salário reparado, porque todos tiveram seus aumentos [ao longo dos últimos dez anos] e ficamos sem nada. Não vamos desistir”, disse.

 

Conforme Amaury, os policiais penais esperam conseguir fechar um acordo a respeito da recomposição salarial até abril deste ano. “Porque de janeiro até fevereiro é um período de recesso, não tem como ter mesa de negociação nesse período”, disse.

 

Menor salário

 

Segundo o Sindspen, a categoria possui o menor salário entre as forças de Segurança Pública em Mato Grosso.

 

De acordo com o Portal Transparência, no entanto, o salário médio da Polícia Penal no Estado, entretanto, é de R$ 8 mil, mais que o dobro da média nacional, que é de R$ 3,4 mil

 

Dos 2.517 policiais penais que atuam no Estado, apenas 215 estão na fase inicial de carreira e recebem entre R$ 3,3 mil e R$ 5 mil. O restante recebe de R$ 6,7 mil a R$ 12,2 mil. Os valores consideram a RGA que será paga neste ano.

 

Em comparação com as outras forças de segurança, mais de 81% do efetivo da Polícia Militar em Mato Grosso tem média salarial na mesma faixa da Polícia Penal, de R$ 8,4 mil.

 

Greve ilegal

 

Os servidores estão em greve desde o dia 16 de dezembro, tendo sofrido derrotas na Justiça nesse período, com a declaração da ilegalidade do movimento, multa aos dirigentes e corte de ponto de servidores.

 

O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou em mais de uma ocasião que não negocia com grevistas e que a categoria seria responsabilizada por qualquer efeito negativo que a greve possa levar ao sistema prisional do Estado, entre eles eventuais rebeliões de presos.

 

Na semana passada, o Governo do Estado chegou a afirmar que está analisando a possibilidade de realizar um processo seletivo para contratar pessoal e substituir os policiais penais que estão em greve, como forma de manter os serviços nas unidades prisionais.

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