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Geral R$ 71 Milhões

Operação investiga fraudes em licitações em 49 cidades de MT

Investigados são acusados de utilizar de esquema fraudulento denominado Falso Simples

26/10/2021 às 14h16
Por: Leandro Campos Fonte: Midia News
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Goiás deflagrou na manhã desta terça-feira (26) a Operação Fator R. Estão sendo cumpridos 36 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva, nos Estados de Goiás e Mato Grosso.

 

Fator R é o cálculo utilizado para determinar a faixa de tributação de uma empresa optante do Simples Nacional.

 

A apuração busca desvelar organização criminosa empresarial que, detentora de grande poderio econômico, é suspeita de fraudar licitações em 148 municípios do Estado de Goiás, 49 municípios de Mato Grosso, um município do Tocantins e um município da Bahia.

 

De acordo com a investigação, o grupo recebeu, em dez anos, aproximadamente e em valores não corrigidos, R$ 71.675.380,53 em contratos firmados com a quase totalidade dos municípios goianos.

 

 

Eles são acusados de utilizar de esquema fraudulento denominado Falso Simples, que burlou certames, qualificando-se como empresa de pequeno porte ou microempresa, quando na verdade, tratava-se de um único grupo empresarial de grande porte.

 

Os investigados criaram inúmeras outras empresas com a finalidade de blindar o patrimônio e ocultar a verdadeira propriedade das pessoas jurídicas. Empresas eram sócias de empresas, que tinham outras empresas como sócias, numa grande teia que leva a um mesmo grupo econômico-familiar.

 

Em inúmeras situações, as pessoas jurídicas possuíam endereço cadastrado semelhante, com o mesmo núcleo familiar nos quadros sociais, evidenciando se tratar de um único conglomerado, que atuava em conjunto, no mesmo propósito: fraudar licitações, obter vantagem e ocultar patrimônio.

 

Além de fraudar as licitações, os investigados são suspeitos de praticarem falsidades ideológicas, peculato, corrupção, lavagem de capitais, dentre outros crimes. 

 

Na operação, também atuou a Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI) e promotores de Justiça do interior, com o apoio da Polícia Militar de Goiás.

 

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