Terça, 19 de Outubro de 2021
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Geral Leilão judicial

Fazenda de Arcanjo é arrematada por quase R$ 12 milhões

Dinheiro será destinado ao Fundo Penitenciário para melhoria do sistema prisional brasileiro

04/10/2021 às 13h25
Por: Leandro Campos Fonte: Midia News
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Foto: Midia News
Foto: Midia News

Uma fazenda que pertencia ao ex-comendador João Arcanjo Ribeiro foi arrematada, na última terça-feira (28), em um leilão judicial por quase R$ 12 milhões.

 

O leilão foi determinado pelo Poder Judiciário de Mato Grosso em um processo em que o ex-comendador e outros réus foram condenados pelos crimes de quadrilha, operação ilegal de instituição financeira, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

 

A venda da fazenda foi defendida pela Advocacia-Geral da União (AGU) para que a alienação do patrimônio estimado em quase R$ 800 milhões dos envolvidos nos crimes seja concluído de forma mais ágil.

 

Antes do leilão, a AGU se reuniu com o juízo da 7ª Vara da Justiça Federal de MT e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senad/MJSP) para discutir as melhores estratégias para viabilizar alienação judicial dos bens.

 

São diversos imóveis e empresas que foram decretados perdidos em favor da União pela Justiça Federal por configurarem proveito ou produto dos crimes praticados pela organização criminosa.

 

A AGU atua no caso como assistente de acusação do Ministério Público Federal (MPF). Ambas as instituições fizeram um trabalho minucioso para demonstrar a origem de cada bem e seguir o caminho do dinheiro, comprovando que a organização criminosa buscava dar aparência de legalidade aos recursos de forma sofisticada.

 

Acolhendo os pedidos do MPF e da AGU, a Justiça decretou a perda dos produtos dos crimes em nome de João Arcanjo, de suas empresas, de Silvia Chirata Arcanjo Ribeiro, de Nilson Roberto Teixeira e de outros.

 

O dinheiro será destinado ao Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para a melhoria do sistema prisional brasileiro.

 

Nos últimos meses já foram vendidas cabeças de gado, casas (inclusive uma em Orlando, nos Estados Unidos), além de diversos outros itens do patrimônio do condenado.

 

Os bens, direitos e valores que pertenciam aos condenados pela Justiça também contemplam créditos contra terceiros; cotas e participações em empreendimentos como shopping, distribuidora de combustíveis, empresa de energia elétrica; imóveis alugados na posse de terceiros; além de cheques, notas promissórias e um hotel localizado nos Estados Unidos, que já foi vendido e cuja parte dos ativos será repatriada ao Brasil.

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