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Justiça recebe denúncia e 10 viram réus por pirâmide em MT

Grupo foi desmantelado durante a Operação Easy Money, deflagrada no mês passado pelo Gaeco

30/09/2021 às 19h05
Por: Leandro Campos Fonte: Taiza Assunção/Mídia News
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Foto: Otmar de Oliveira/Agência F5
Foto: Otmar de Oliveira/Agência F5

A Justiça recebeu denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra dez pessoas citadas em uma ação proveniente da Operação Easy Money (dinheiro fácil). 

 

A decisão é da juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi publicada na última semana.

 

A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado de Mato Grosso (Gaeco) no mês passado e desmantelou um grupo acusado de um suposto esquema fraudulento conhecido como pirâmide financeira.

 

Com a a decisão, tornaram-se réus no caso Mateus Pedro da Silva Ceccato, Príscilla Dhane Pereira de Oliveira, Danilo Cerqueira dos Santos, Renato Evangelista dos Santos, Aline Lima Malta Evangelista, Vinicius Silva Siqueira, Eder de Melo Gonçalves. 

 

Também vão responder ao processo Agnaldo Bergamin de Jesus, Vanessa Fernandes Dutra e Eduardo Alves Lopes. Esses três estão foragidos.

 

Em sua decisão, a juíza manteve a prisão preventiva de Mateus, Príscilla, Danilo, Renato, Vinicius e Eder e a prisão domiciliar de Aline.

 

Ao receber a denúncia, a magistrada citou justa causa para a instauração da ação penal baseada em prova da materialidade dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e crime contra a economia popular.

 

“Verifico, ainda, que denúncia a preenche os requisitos previstos no artigo 41 do Código de Processo Penal, conforme síntese da individualização das condutas descritas na denúncia”, afirmou.

 

Ela determinou a citação dos acusados para se manifestar no prazo de 10 dias.

 

O esquema

 

De acordo com o Gaeco, as ações do esquema de pirâmide eram realizadas por meio da empresa King Investimentos, posteriormente chamada de King-Bentley e King Prime, com sede em Rondonópolis.

 

Os promotores afirmam que o esquema rendeu ao grupo lucro de milhões de reais, em prejuízo de inúmeras pessoas supostamente enganadas em diversos locais do País. Indícios apontam para a prática de crimes de lavagem de dinheiro e contra a economia popular.

 

A prática de pirâmide financeira é proibida no Brasil e configura crime contra a economia popular (Lei 1.521/51).

 

Com promessas de retorno expressivo em pouco tempo, os esquemas de pirâmide financeira são considerados ilegais porque só são vantajosos enquanto atraem novos investidores.

 

Assim que os aplicadores param de entrar, o esquema não tem como cobrir os retornos prometidos e entra em colapso.

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