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Geral alvo de Operação

STF mantém prisão de "Caubói", um dos líderes do Comando Vermelho

Ele está preso desde agosto de 2018 e citou “constrangimento legal”, mas teve pedido negado

30/08/2021 às 14h06
Por: Leandro Campos Fonte: Taiza Assunção/Mídia News
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Foto: Carlos Moura/SCO/STF
Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão de Janderson dos Santos Lopes, acusado de ser um dos líderes do Comando Vermelho em Mato Grosso. A decisão é do ministro Dias Toffoli e foi publicada nesta segunda-feira (30).

 

Conhecido como “Caubói”, Janderson está preso desde agosto de 2018, quando foi alvo da Operação Red Money, deflagrada pela Polícia Civil.

 

A defesa entrou com um habeas corpus buscando reverter decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também negou liberdade ao acusado. A defesa sustentou que houve “constrangimento ilegal” na decisão.

 

Em sua decisão, o ministro declarou que a defesa não anexou aos autos nenhum documento que comprove o suposto “constrangimento ilegal”.

“Ante o exposto, nos termos do art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao presente habeas corpus, ficando, por consequência, prejudicado o pedido de liminar”, decidiu.

 

“Caubói” era considerado pelos investigadores um dos pilares do núcleo financeiro da facção criminosa. As investigações realizadas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil descobriram que Janderson e a sua esposa abriram uma empresa de transportes com o objetivo de lavar o dinheiro do tráfico. 

 

Conforme a Polícia, a empresa, “T.E.S. Transportes”, em um ano e meio, movimentou cerca de R$ 1,5 milhão com a venda de drogas.

 

O esquema funcionava de forma que eles faziam frete com caminhões adquiridos para essa empresa de fachada. Porém, existe a possibilidade de que esses veículos pesados tenham feito o transporte de drogas para outros estado e até para outros países. 

 

Red Money

 

A Polícia Civil indiciou 113 pessoas investigadas na operação. A movimentação financeira da organização, no período de um ano e meio, chegou a cerca de R$ 52 milhões, entre entradas e saídas nas contas bancárias verificadas.

 

Durante os trabalhos de investigação foi possível identificar as principais lideranças do tráfico de drogas, realizado dentro da Penitenciária Central do Estado, inclusive, após análise do material apreendido, obteve-se informações a respeito da arrecadação obtida com a comercialização das drogas.

 

Dos responsáveis pelo tráfico no interior da penitenciária, todos eles já estavam vinculados na operação em razão de sua atuação financeira. São eles: o chefe do tráfico, Demis Marcelo Ferreira Mendes, o "Fusca", o fornecedor de drogas Janderson e o gerente do tráfico, Paulo Ricardo Santana, o Macarrão.

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