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Prefeito de Cuiabá nomeia 'Japonês da Federal' como secretário-adjunto

Newton Hidenori Ishii ficou conhecido por escoltar os políticos, empresários, doleiros e funcionários públicos durante o cumprimento das decisões judiciais na Operação Lava Jato. Em 2016, ele foi preso por facilitar contrabando na fronteira.

04/03/2026 às 10h16
Por: Leandro Campos Fonte: Por g1 MT
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Japonês da Federal é nomeado na prefeitura de Cuiabá — Foto: Reprodução
Japonês da Federal é nomeado na prefeitura de Cuiabá — Foto: Reprodução

O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) nomeou nessa segunda-feira (2) Newton Hidenori Ishii, o "Japonês da Federal", como secretário-adjunto.

Ele vai exercer o cargo como comissionado e responderá ao secretário chefe da pasta, Ananias Filho (PL), atual presidente estadual do partido.

Como secretário-adjunto, a prefeitura espera que Ishii auxilie na articulação institucional, por meio de compliance, fortalecendo o diálogo entre as pastas.

Ishii ficou conhecido por escoltar os políticos, empresários, doleiros e funcionários públicos durante o cumprimento das decisões judiciais na Operação Lava Jato.

Antes de ganhar essa fama, Ishii trabalhou para a ditadura militar, na década de 1970, conforme revelou em entrevista no “Conversa com Bial”, em 2018.

Mas, em junho de 2016, ele foi preso pelo crime de facilitação do contrabando. O processo transitou em julgado e não cabe mais recurso.

Ele precisou usar o aparelho de monitoramento porque não havia vagas no sistema penitenciário para o cumprimento do regime semiaberto tradicional.

O mandado foi expedido pela Vara de Execução Penal da Justiça Federal, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, em virtude da Operação Sucuri, que descobriu envolvimento de agentes na entrada de contrabando no país pela fronteira.

Assim que soube da decisão, Ishii se apresentou na sede da PF, na época.

Em 2009, Ishii foi condenado quando era aposentado e, na época, a Justiça não fez nenhuma determinação relacionada a trabalho.

Depois da condenação, o Tribunal de Contas da União (TCU) considerou a aposentadoria dele irregular por causa da contagem de tempo de serviço. Já em 2018, o pedido de aposentadoria especial voluntária foi concedido.

Depois da repercussão na Lava-Jato, ele até virou tema de marchinha de carnaval com um boneco gigante em Olinda.

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