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Cidades Descaso em Cuiabá

Remédio vencido em depósito da Prefeitura custa mais de R$ 22 mil

Vereadores flagraram pilhas de medicamentos sem mais condições de uso durante fiscalização

24/04/2021 10h04
Por: Leandro Campos Fonte: Midia News
Reprodução
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Um dos medicamentos vencidos encontrados em um depósito da Prefeitura de Cuiabá, nesta sexta-feira (23), é o AmBisome, antifúngico cuja caixa com 10 ampolas custa mais de R$ 22 mil, conforme pesquisas feitas na Internet.

A informação é dos vereadores Diego Guimarães, Maysa Leão e Marcos Paccola, do Cidadania, que vistoriaram o Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC).

Eles foram ao local após receberem denúncia sobre desperdício de dinheiro público no local.

Ao verificar a existência de diversos lotes vencidos, eles acionaram a Delegacia de Combate à Corrupção, que enviou uma equipe até o local para fazer o levantamento das quantidades vencidas e já abriu um inquérito para apurar o caso.

Eles também solicitaram a presença do Cartório do 1º ofício para lavrar uma ata notarial sobre os fatos, bem como informaram o Ministério Público Estadual (MPE) e o Ministério da Saúde sobre o flagrante.

Segundo relato dos parlamentares, foram encontradas várias pilhas de caixas de medicamentos vencidos que, segundo eles, nem chegaram a ser destinados às unidades de saúde da Capital.

Entre as medicações vencidas estão Amoxilina (antibiótico), Atenolol (usado para doenças cardiovasculares), Nistatina (antifúngico), Simeticona, Lufbem, Lidogel, além de outros itens mais conhecidos, como água oxigenada, paracetamol e até latas de leite em pó Ninho.

Conforme fotos registradas pelos vereadores, há medicamentos vencidos em 2020 que ainda se encontravam no local. Eles ainda encontraram agulhas e algodão estocados.

"Três carretas"

Segundo o vereador Diego Guimarães, os medicamentos vencidos encontrados no depósito da Prefeitura "dá para encher três carretas".

"É uma situação gravíssima que será detalhada pela Delegacia de Combate à Corrupção. Vamos acompanhar o caso", disse.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá não explicou o flagrante de desperdício de dinheiro público. Preferiu dizer que os parlamentares “invadiram o local e desacataram os servidores públicos”.  

A secretaria afirmou que tomará “providências legais com relação à invasão e desacato aos servidores públicos, que merecem respeito no exercício de suas funções”. 

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