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Covid-19 Desentendimento

Confusão entre Governo do Estado e Prefeitura de Cuiabá impede vacinação de profissionais da segurança

Mais uma confusão

08/04/2021 15h11
Por: Wilmar Erasmo Fonte: RD NEWS
Reprodução
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A vacinação dos integrantes das forças de segurança pública na Capital, que teria início na manhã desta quinta (08), foi suspensa após  atraso de  praticamente 5h. Enquanto Governo do Estado e Prefeitura de Cuiabá  apresentavam  versões divergentes para justificar a confusão, policias que  estavam no  Sesi da XV de Novembro desde 7h30 aguardando o início da aplicação das doses, foram mandados para casa. A previsão é que a imunização desse segmento tenha início nesta sexta (08), a partir das 8h.

A vacinação de PMs, policiais civis policias federais, policias rodoviários federais e membros das Forças Armadas está prevista desde a última terça (6), quando o Governo do Estado anunciou a destinação de 5% das doses de imunizantes para esses profissionais. A medida reivindicada pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia tem aval do Ministério Pública Federal (MPF) e do Conselho  de Secretários de Saúde de Mato Grosso (Cosems-MT).

Segundo o secretário estadual de Segurança Pública Alexandre Bustamente, que esteve no ponto de vacinação acompanhado pelo chefe da Casa Civil Mauro Carvalho, as doses estavam disponíveis aos profissionais do setor. Entretanto, afirma que a Prefeitura de Cuiabá, que chegou a abrir cadastro no site para policiais e integrantes das Forças Armadas, não foi até o depósito da Secretaria Estadual de Saúde (SES) retirar os imunizantes.

Ao anunciar a suspensão da vacinação nesta quinta, Bustamante afirmou que a Prefeitura de Cuiabá não providenciou nem insumos como seringas e algodão. Por isso, garantiu que para amanhã, o Estado estará garantindo até mesmo os imunizantes.

“No  interior do estado está correndo muito bem a vacinação. A  maioria dos municípios do interior já vacinou o efetivo das cidades dentro da escala de prioridade por idade. Alguns municípios, como têm poucos policiais, já vacinaram 100% do efetivo”, lembrou o secretário.

Entretanto, Bustamante evitou falar em “ingerência política”  como causa do problema na vacinação. Afirmou ainda que o Estado buscou ajudar a Prefeitura de Cuiabá montando o ponto de vacinação com objetivo de evitar aglomerações no Centro de Eventos do Pantanal.

O presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia,  João Batista  (Pros) e o deputado Elizeu Nascimento (PSL), que é sargento da PM, acompanharam toda situação. O   vereador Tenente Coronel Pacolla (Cidadania) também esteve no local.

 

Outro Lado

 

Em nota, a Prefeitura de Cuiabá afirmou que não recebeu doses destinadas aos profissionais da segurança pública e membros das Forças Armadas. No documento, admite que a SES sugeriu a retirada dos imunizantes, o que não foi aceito pelo Município diante da responsabilização legal que o ato pode gerar. Afirma ainda que não cabe a Prefeitura organizar a vacinação desse segmento.

Leia, abaixo, a íntegra da nota:

Em relação à vacinação dos membros das Forças Armadas e Forças de Segurança Pública, a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS) informa que:

- Não recebeu vacinas destinadas a esse grupo. Conforme resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) nº 21, as 22.515 doses recebidas o último dia 5 devem ser usadas da seguinte forma:

.575 doses de Astrazeneca, voltadas para segunda dose de trabalhadores da saúde;

 

19.940 doses da Coronavac, sendo 17.970 doses para segunda aplicação de trabalhadores da saúde e de idosos e 1.970 doses para primeira aplicação de idosos de 65 a 69 anos.

- A Secretaria de Estado de Saúde sugeriu ao Município que retirasse dessas doses uma parte para iniciar a vacinação dos membros das Forças Armadas e Forças de Segurança Pública, o que foi negado, diante da responsabilização legal que pode advir disso.  Necessário informar, que neste caso, a responsabilidade pela vacinação é da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso.

- A SMS destaca que não participa da organização da vacinação dos membros das Forças Armadas e Forças de Segurança Pública, que é da Secretaria de Estado de Segurança Pública.

- A SMS informa que apenas participou oferecendo a capacitação para que os próprios servidores atuassem na vacinação, desde o registro até a aplicação das doses, no caso daqueles que têm formação na área da Saúde.

-Em relação às doses destinadas ao grupo, a SMS esclarece que aguarda a resolução CIB Ad Referendum que regulamenta a distribuição de doses para a SESP.

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