MAQUININHA LELECO
Muita Fumaça

Fumaça de Mato Grosso contribuiu para transformar dia em noite em São Paulo

Se você percebeu que o dia aparenta estar nublado e pensou se tratar de uma ‘virada no tempo’, não engane.

20/08/2019 11h14
Por: Redação Hora News MT
Fonte: Olhar Direto
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Se você percebeu que o dia aparenta estar nublado e pensou se tratar de uma ‘virada no tempo’, não engane. O tempo ‘fechado’ é causado por um corredor de fumaça proveniente das queimadas na Amazônia, que vem descendo pela América do Sul desde a semana passada, atingindo o Centro Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.
 
Comum no período de seca, entre agosto e setembro, o fenômeno chamou atenção depois que atingiu o estado de São Paulo e escureceu a região da capital paulista, por volta das 15h30. Isso ocorreu por conta do encontro de uma frente fria com os ventos provenientes das queimadas, que trouxeram o material particulado em suspensão no ar.

Segundo o Boletim Informativo do Batalhão de Emergências Ambientais do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, o estado apresentou 41% de aumento no número de focos de calor, em 2019, em comparação com o mesmo período de 2018. O major Antônio Marco Guimarães, do BEA, afirma que o aumento da umidade e a redução da temperatura causam apenas um alívio temporário já que “a previsão para a próxima semana é de temperaturas altas e ar seco”.
 
Apenas na área atendida pelo Comando Regional 1 (Cuiabá, Várzea Grande e Baixada Cuiabana), foram atendidas 38 ocorrências de incêndio em terreno urbano no fim de semana. Em todo o estado foram 651 focos de calor (incêndios florestais) registrados entre os dias 16 e 18.
 
Na segunda-feira, o Batalhão de Emergências Ambientais combateu dois incêndios de grandes proporções em áreas de conservação. Um no Parque Estadual Serra de Ricardo Franco (oeste do estado) e outro na Serra da Petrovina (no sul). Nas áreas rurais, utilizar fogo para limpeza e manejo é crime passível de seis meses a quatro anos de prisão, com multas que podem variar entre R$ 1 mil e R$ 7,5 mil (pastagem e agricultura) por hectare.

Em entrevista ao UOL por e-mail, o argentino Santiago Gasso, pesquisador da Nasa, a agência espacial norte-americana, conta que o fenômeno do "corredor de fumaça" não ocorreu nos últimos anos e depende de muitos fatores para se formar.
 
"Incêndios sempre acontecem nesta época do ano. Mas o corredor da fumaça não se forma todos os anos por razões que incluem o número de incêndios e sua intensidade, o tipo de combustível, a umidade no solo e questões meteorológicas", afirma o especialista.

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