

O governador Mauro Mendes comentou o caso do advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, de 67 anos, que atropelou e matou Ilmes Dalmes Mendes da Conceição, de 72, na última terça-feira (20), na Avenida da FEB, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Mendes classificou como “absurdo” o fato de o advogado estar solto antes do atropelamento, uma vez que ele já era conhecido por ter cometido outros crimes graves, como o assassinato de um delegado no Rio de Janeiro e o feminicídio de uma amante, a qual ele esquartejou e jogou partes do corpo em um rio no interior de Mato Grosso.
“É lamentável que isso ainda continue acontecendo no país, isso dificulta muito a atuação das forças de segurança no combate aos criminosos aqui e em todo o Brasil”, disse o governador.
Em 1998, Paulo Roberto era policial no Rio de Janeiro e matou um delegado com um tiro na nuca. Posteriormente, ele fugiu para Mato Grosso e passou a usar o nome falso de Francisco de Ângelis Vaccani Lima. Em 2004, matou Rosimeire Silva, de 19 anos, com quem tinha um relacionamento extraconjugal. Ao suspeitar de uma traição, ele planejou uma viagem para Juscimeira (a 158 km de Cuiabá) e, dentro de um motel, a assassinou e esquartejou o corpo. Partes da vítima foram jogadas no Rio São Lourenço e no Rio das Mortes; a cabeça nunca foi encontrada.
Já em 2006, o criminoso foi condenado a 13 anos pelo assassinato do delegado e 19 anos pela morte da amante,mas cinco anos depois, em 2011, foi solto.
Na última terça, dirigia em alta velocidade na Avenida da FEB e atropelou Ilmes Dalmes, fugindo em seguida. Paulo Roberto foi capturado minutos depois, tentou culpar a vítima pelo atropelamento e está preso.
Durante entrevista à imprensa, Mauro Mendes destacou que, durante o seu governo, foram realizados diversos investimentos para reforçar a segurança pública em Mato Grosso, como a construção de presídios, a contratação de policiais e a aquisição de equipamentos de inteligência, tecnologia e armamento. Contudo, ressaltou que a maior dificuldade para conter o avanço da criminalidade ocorre em razão da legislação brasileira, a qual considera “frouxa” e não mantém criminosos como Paulo Roberto presos por muito tempo.
“O que eu lamento profundamente é que a lei brasileira é frouxa. Acabam de prender um bandido, daí a um dia, dois dias, ele tá solto, porque a lei assim permite. O Judiciário interpreta essa lei e coloca esse cara na rua”, afirmou.
“Já teve cidadão aqui, criminoso, que nós prendemos cinco, seis vezes no ano”, acrescentou.
Para o governador, enquanto não houver mudanças na legislação, Mato Grosso, assim como o país, continuará presenciando um sistema que protege a criminalidade, com bandidos que, em vez de estarem presos, usufruem da liberdade e colocam em risco a vida de cidadãos inocentes.
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