Domingo, 11 de Abril de 2021
(65) 9.8473-0999
Cidades Alerta

50 cidades de Mato Grosso podem ter falta de oxigênio e governo aciona o Ministério da Saúde

Estado entrou em alerta no combate a pandemia

22/03/2021 10h24
Por: Wilmar Erasmo Fonte: RD News
Reprodução
Reprodução

Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) informou que o desabastecimento de oxigênio hospitalar pode atingir até 50 municípios de Mato Grosso que recebem o insumo de duas empresas. O governo acionou o Ministério da Saúde para coordenar uma operação logística para que o local de embarque do oxigênio, que foi mudado para o Rio De Janeiro, retorne a ocorrer em São Paulo, o que resolveria a questão.

No domingo (21), a Oxigênio Dois Irmãos, que fornece oxigênio para pelo menos 27 municípios do Nortão, enviou uma notificação extrajudicial informando que o estoque só duraria até o final da manhã de hoje (22). A nota do governo mostra que o desabastecimento pode ser ainda mais extenso.

A SES-MT afirma que tomou providências necessárias para manter o abastecimento do oxigênio nas unidades de saúde que estão sob sua responsabilidade direta, como é o caso dos hospitais regionais e da Santa Casa de Cuiabá. "Entre as medidas adotadas estão os aditivos contratuais, aumento de reservatórios e diálogo com fornecedor sobre logística. Apesar do consumo 250% maior que a média normal, neste momento, o abastecimento na rede estadual está garantido", diz a nota.

Os alertas das empresas foram dados nos últimos três e elas atendem cerca de 50 cidades. Revelaram dificuldades de logística para trazer a carga a Mato Grosso. A Dois Irmãos pegava o oxigênio em Cubatão (SP) e a Messer Gases Ltda, de quem ela faz a compra, teria mudado o local de abastecimento para Santa Cruz (RJ). Com a distância maior e o não abastecimento aos finais de semana, a empresa enviou o alerta para a falta do insumo necessário ao tratamento da Covid-19.

O governo afirma que não há veículos disponíveis no país para ampliação da frota. "O Governo já acionou o Ministério da Saúde, que coordena a logística de fornecimento de oxigênio no país, para ajudar a restabelecer as condições e garantir o abastecimento nestas cidades. Segundo os dois distribuidores, se for resolvida a logística do local de embarque o problema estará solucionado", afirma.

A falta ou os baixos níveis de estoque de medicamentos para Unidades de Terapia Intensiva (UTI) é uma realidade em todo o país, declara o governo. As UTIs de hospitais da rede privada e sob responsabilidade das prefeituras também são monitoradas pela SES-MT, para tentar evitar o desabastecimento. "O Ministério da Saúde também é quem coordena, neste momento, todas as ações para tentar garantir o fornecimento desses medicamentos no país", aponta.

 

Veja a nota da SES-MT

 

Sobre a falta de oxigênio e medicamentos para UTIs, o Governo de Mato Grosso esclarece:

 

1- A Secretaria de Estado de Saúde tomou todas as providências necessárias para garantir o contínuo fornecimento de oxigênio nos hospitais de sua responsabilidade. Entre as medidas adotadas estão os aditivos contratuais, aumento de reservatórios e diálogo com fornecedor sobre logística. Apesar do consumo 250% maior que a média normal, neste momento, o abastecimento na rede estadual está garantido.

2- Nos últimos 3 dias, dois distribuidores privados de oxigênio, que atendem à aproximadamente 50 municípios, alertaram para a dificuldade de logística, pois o abastecimento das cargas era realizado na cidade de Cubatão, em São Paulo, e foi transferido para o Rio de Janeiro. O fato está causando um tempo maior de transporte e, com isso, risco de desabastecimento. Neste momento não existem veículos disponíveis no país para ampliação da frota;

3- O Governo já acionou o Ministério da Saúde, que coordena a logística de fornecimento de oxigênio no país, para ajudar a restabelecer as condições e garantir o abastecimento nestas cidades. Segundo os dois distribuidores, se for resolvida a logística do local de embarque o problema estará solucionado;

4- A falta ou os baixos níveis de estoque de medicamentos para UTI é uma realidade em todo o país;

5- A Secretaria de Estado de Saúde já realizou compra antecipada destes medicamentos em 2020 e não existe, até o momento, risco de desabastecimento para as UTIs sob sua responsabilidade.

6- O Governo também monitora as UTIs privadas e dos hospitais municipais para ajudar a evitar o desabastecimento.

7- O Ministério da Saúde também é quem coordena, neste momento, todas as ações para tentar garantir o fornecimento desses medicamentos no país.

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.