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Menina levou choques, foi afogada e depois estrangulada até morrer; 3 são presos

Operação, na manhã de sexta-feira (16), prendeu 3 pessoas e procura outras 4

17/01/2026 às 21h12
Por: Leandro Campos Fonte: Yuri Ramires/GD
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Reprodução
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Investigação da Polícia Civil aponta que Emily Karolaine Romam de Souza, 16, foi torturada e assassinada por membros de uma facção criminosa como forma de punição e também para virar “exemplo” para outros faccionados. Corpo da menor foi encontrado dia 21 de outubro no rio Bugres, em Araputanga (345 km ao oeste de Cuiabá). Operação, na manhã de sexta-feira (16), prendeu 3 pessoas e procura outras 4 envolvidas no crime.

Segundo o delegado Cleber Emanuel Neves, Emily foi sequestrada e morta no dia 19 de outubro após ser atraída até uma residência. Lá, ela sofreu tortura dos faccionados, conhecido como “salve”. Segundo Neves, foram horas de tortura que resultaram na morte dela.

“Importante ressaltar que a tortura foi praticada com choques elétricos, agressões físicas e possíveis afogamentos”, destacou. Há indícios também de que Emily foi estrangulada com um lençol. Todo o crime foi registrado em vídeo.

Os criminosos fizeram videochamada com outros faccionados, que para a polícia, ficou demonstrada a frieza e organização do grupo.

Investigações 

Delegado confirmou que, das 4 ordens de prisão e 3 de internação, apenas 3 prisões foram realizadas na manhã desta quinta. As investigações apontaram que o crime foi coordenado por lideranças locais da facção, que determinaram a execução da adolescente como forma de punição e exemplo para outros integrantes.  

A motivação do crime estaria relacionada a conflitos internos da facção, uma vez que a menor teria suposto envolvimento no desaparecimento de um integrante do grupo criminoso, ocorrido dias antes, em contexto de traição passional dentro do grupo.  

Por meio dos elementos apurados durante as investigações, foi possível descobrir a existência de uma hierarquia bem definida da facção, demonstrando que os investigados atuavam de forma organizada, exercendo funções estratégicas de liderança, disciplina e execução de atos violentos.  

Segundo o delegadoa deflagração da operação representa um grande golpe na estrutura criminosa do município, desarticulando a atuação coordenada dos integrantes, que ocupavam posições de comando interno e promoviam “salves” com requintes de crueldade.  

“Todas as provas colhidas evidenciam a necessidade de medidas cautelares severas para desarticular essa célula criminosa e impedir a reiteração dos crimes no município e na região, visando não apenas responsabilizar os autores do homicídio qualificado, mas também desmantelar a hierarquia local da facção criminosa”, afirmou o delegado.  

As investigações seguem em andamento para análise dos elementos envolvidos, a fim de preservar a eficácia das diligências.

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