
O cão da influenciadora Hau Hauschild morreu após ser picado no quintal da família em Florianópolis por uma coral-verdadeira, considerada a cobra mais venenosa do Brasil. O caso aconteceu no sábado (3) e a corrida contra o tempo para salvar Dominic foi publicada nas redes sociais nesta semana (assista acima). O vídeo comoveu internautas e teve mais de 7 milhões de visualizações.
O animal da raça American Staffordshire Terrier estava no quintal de casa, no bairro Sambaqui, quando o caso aconteceu. A influenciadora e o companheiro só perceberam algo de errado quando o cão vomitou.
Após os primeiros sinais, eles colocaram o Dominic no carro e seguiram em busca de um veterinário. Ao chegar à primeira clínica que encontraram, o local estava fechado. No carro, o cachorro acabou morrendo.
"Ele se foi nos protegendo de uma cobra-coral que estava no nosso pátio e deixou muita gente, muita gente triste com saudade dele. Mas ele vai estar sempre em nossos corações", disse a influenciadora.
Christian Raboch Lempek, que viu as imagens divulgadas pela influenciadora e confirmou que o animal é da espécie micrurus corallinus, nome científico da coral-verdadeira.
Além de Dominic, a influenciadora tem outros dois cães, Dakota e Dylan, e acumula mais de 230 mil seguidores. Na internet, faz conteúdo voltado a rotina com os animais.
"Nós tentamos, até o último segundo. Foi um choque para muita gente e para nós também, mas a verdade é que tem coisas que nem o amor, nem o dinheiro, nem a vontade, nem a fé conseguem negociar com o tempo. Porque foi rápido demais", escreveu.
Segundo o biólogo Christian, a coral-verdadeira tem o veneno mais potente entre as serpentes existentes no país e, embora exista soro antiofídico para humanos, não há para pets. Por isso, se o animal for picado, é orientado identificar a cobra e levar o animal ao veterinário rapidamente.
"Como atinge diretamente o sistema nervoso, as sinapses começam a falhar. E o diafragma, músculo que auxilia na respiração, pode parar de funcionar. O animal morre de insuficiência respiratória. Às vezes, colocar o animal em ventilação mecânica pode aumentar as chances dele sobreviver, mas, realmente, é muito difícil", disse.
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