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MT-322

Atoleiro "prende" mais de 200 caminhões em estrada de terra em MT

Produtores reclamam que pagam Fethab, mas a região está abandonada pelo Governo

14/02/2021 11h09
Por: Wilmar Erasmo
Fonte: Canal Rural
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Produtores de Mato Grosso relatam que há mais de 200 caminhões parados em um trecho de terra da rodovia MT-322, na região chamada de Norte Araguaia XIngu, por conta de um atoleiro. De acordo com agricultores do estado, a estrada, antiga BR-080, apresenta anualmente problemas de atoleiros há mais de 40 anos, prejudicando deslocamentos e o escoamento da produção local.

Os vídeos e fotos enviados não detalham em qual ponto da MT-322 ocorre a paralisação. Mas é possível ver em imagens aéreas filas de caminhões parados ao longo da rodovia, bem como uma máquina rodoviária realizando trabalhos no leito da estrada para tentar desimpedir o tráfego.

Em vídeo gravado nesta sexta-feira, 12, pela manhã, o presidente da Associação dos Produtores de Espigão do Leste (Apel), Alípio Portilho, afirma que um caminhão está atolado e trancou a rodovia. “Com o valor [arrecadado] do Fethab 1, Fethab 2 e Fethab do Diesel com certeza já teriam recursos para fazer o asfaltamento dessa rodovia que é a espinha dorsal para o escoamento da nossa produção”, diz ele, em referência a versões do Fundo Estadual de Transporte e Habitação, criado pelo governo de Mato Grosso e que deveria ser revertido em manutenção de rodovias.

“Quero que o recurso do Fethab recolhido aqui volte pra cá, para fazer o asfaltamento que é tão necessário”, completa Portilho.

A Apel foi criada no ano passado pelos produtores rurais de um distrito do município de São Félix do Araguaia (MT), no Vale do Araguaia, para tentar arrecadar fundos para recuperar as rodovias. A máquina que aparece no vídeo tentando desfazer o atoleiro teria sido locada pela associação. “Todo ano acontece isso [atoleiros] e pedimos auxílio ao governador, mas temos que tirar dinheiro do próprio bolso”, afirma o presidente da entidade.

“Todo ano é esse descaso do poder público. E todos os anos vêm promessas de que na seca vão arrumar, que daqui a uns dias vão arrumar, e nunca ninguém se move”, comenta em vídeo Volmar Mangione, produtor do distrito de Espigão do Leste.

“Precisamos do asfaltamento urgente nesta região, temos aí [a produção de grãos] de mais de 400 mil hectares que trafega por esta estrada”, afirma Mangione.

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