

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva de Wellinton Gomes Dantas, ex-funcionário do grupo Bom Futuro e apontado como responsável pelo desvio de recursos da empresa. Ele está preso desde 13 de novembro.
A defesa pedia a revogação da prisão alegando colaboração nas investigações. Sustentou que Wellinton confessou o esquema, indicou bens, apontou um segundo envolvido e que o valor efetivamente desviado seria de R$ 295 mil, e não quase R$ 15 milhões, como divulgado inicialmente. Os advogados também afirmaram que ele tem condições pessoais favoráveis e poderia responder ao processo em liberdade com medidas cautelares.
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Zanin, porém, não analisou o mérito desses argumentos. O ministro destacou que o caso ainda não passou por avaliação do colegiado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), já que a decisão contestada foi tomada por um ministro daquela Corte. Sem esse esgotamento das instâncias, o STF não pode assumir o julgamento.
Na decisão, ele também afirmou não haver ilegalidade evidente ou situação excepcional que justificasse uma intervenção imediata da Corte. Diante disso, negou seguimento ao habeas corpus.
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