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Fim da Paralização

Após 75 dias, professores encerram greve em MT; aulas voltam dia 14

Os servidores da Educação decidiram, após 75 dias, suspender a paralisação nas escolas estaduais de Mato Grosso. As aulas retornam na próxima quarta-feira (14).

09/08/2019 18h07
Por: Redação Hora News MT
Fonte: FolhaMax
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Foto: Midia News
Foto: Midia News

Os servidores da Educação decidiram, após 75 dias, suspender a paralisação nas escolas estaduais de Mato Grosso. As aulas retornam na próxima quarta-feira (14). A decisão foi tomada em assembleia geral na tarde desta sexta-feira (09).

Na assembleia, ficou decidido que a categoria permanece em “estado de greve”. Eles seguirão acompanhando os números do Estado e cobrando do Governo o cumprimento da Lei 510/2013, que prevê a dobra do poder de compra dos profissionais até 2023. Para este ano, estava previsto o reajuste de 7,69%.

Os professores analisaram nesta tarde a última proposta apresentada pelo Governo do Estado no início da semana. Ela prevê que, assim que o Estado se enquadrar nos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal nos gastos com pessoal, será pago reajuste salariais aos servidores públicos.

Na “folga” que ocorrer, o Governo afirmou que usará 75% para a RGA de todos os servidores. Os 25% restantes serão utilizados para pagar as leis de carreira que ainda estão em vigor.

A decisão, segundo o sindicato, muito se deve a “truculência do Executivo”. Isso porque, o Governo obteve respaldo do Judiciário para não pagar os reajustes salariais. Nos últimos dias, o Governo reivindicou, junto ao Judiciário, o aumento da multa diária de R$ 150 mil para R$ 500 mil e ainda o bloqueio das contas do Sintep e de seu presidente, Valdeir Pereira, para o pagamento delas. 

“A dificuldade que que insurgiu, nós, no Conselho de Representantes, indicamos que precisamos dar uma segurada e suspender o movimento de greve, mas continuaremos cobrando do governo o cumprimento dos nossos direitos”, disse o presidente do sindicato.

Valdeir elogiou a categoria e chamou de "heroicos" os profissionais que resistiram durante estes 75 dias, mesmo com o ponto cortado e sem receberem salários. "Quero dizer que a luta continua, até porque o ponto principal da greve, que é a Lei 510/2013 não foi atendido", completou

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