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Em MT, integrantes de facções são separados em presídio para evitar massacres

A Secretaria de Estado de Segurança Pública informou que nos presídios de Mato Grosso, presos ligados a facções criminosas de atuação nacional são separados para evitar episódios como o acontecido na segunda-feira (29), no Centro de Recuperação de Altamira, no Pará, onde 52 pessoas foram mortas durante uma rebelião.

04/08/2019 21h31
Por: Redação Hora News MT
Fonte: Olhar Direto
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Secretaria de Estado de Segurança Pública informou que nos presídios de Mato Grosso, presos ligados a facções criminosas de atuação nacional são separados para evitar episódios como o acontecido na segunda-feira (29), no Centro de Recuperação de Altamira, no Pará, onde 52 pessoas foram mortas durante uma rebelião.

Em nota, a pasta informou que atua, por meio de trabalho ostensivo e de investigação, no combate à influência de grupos criminosos no estado, compartilhando informações e realizando ações de inteligência.
 
“Além disso, a Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária trabalha, embasada em estudos técnicos do setor de inteligência, com informações para subsidiar investigações sobre grupos criminosos e fazer o devido enfrentamento”, diz trecho da nota.
 
Além disto, o Executivo pontua ainda que, entre as decisões tomadas para resguardar a integridade de servidores e de custodiados, a secretaria promoveu a separação de pessoas ligadas a grupos criminosos que tenham atuação em território nacional.
 
Uma das situações caóticas é vivida na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, conhecida como “Ferrugem”, em Sinop (447 quilômetros de Cuiabá). A superlotação na unidade é de 203% e a população carcerária beira a mil detentos.
 
A situação foi exposta em decisão judicial que autorizou a ida de Lumar Costa da Silva, responsável por matar e arrancar o coração da própria tia, Maria Zélia da Silva Cosmos, no último dia 2 de julho, em Sorriso (420 km de Cuiabá), para o presídio em Sinop.
 
“Embora tenha sido construída para abrigar uma população carcerária de 326 presos, atualmente abriga 989 detentos, sendo que no mês de janeiro do corrente ano, segundo informações obtidas junto à direção da penitenciária local, o número de presos chegou a casa dos  mil, ou seja, mais que o triplo de sua capacidade”, diz trecho da decisão.
 
O magistrado comentou que este número de presos na Penitenciária Ferrugem é totalmente temerário, e se não houver medidas para a redução dessa população, ou ao menos o não crescimento, certamente evoluirá para ocorrências gravíssimas, inclusive com perdas de vidas.
 
A Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária disse que, em relação à estrutura física da penitenciária, a pasta está com processo de licitação em andamento para a ampliação de 200 vagas na unidade prisional.
 
Além disto, acrescentou que outra unidade que dará suporte à penitenciária de Sinop é o novo Centro de Detenção de Peixoto de Azevedo, cujas obras foram retomadas e assim que concluídas terão capacidade de 256 vagas.
 
Massacre no PA
 
Nesta segunda-feira, detentos do Centro de Recuperação Regional de Altamira, no sudoeste do Pará, fizeram uma rebelião por cerca de cinco horas. De acordo com a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), 52 detentos foram mortos, sendo 16 deles decapitados e o restante asfixiado. Dois agentes penitenciários, que chegaram a ficar reféns, foram liberados.
 
Esse é o segundo maior massacre em presídios de 2019. Em maio, 55 presos foram mortos sob custódia do estado no Amazonas.

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