20°C 32°C
Nova Mutum, MT
Publicidade
Anúncio

Câmara de Nova Mutum arquiva processo contra vereador Cristiano Bicô por falta de provas

Para maioria dos vereadores, Bicô é inocente.

02/09/2025 às 14h03 Atualizada em 02/09/2025 às 14h55
Por: Wilmar Erasmo Fonte: Redação Hora
Compartilhe:
Reprodução
Reprodução

A Comissão Processante que investigava o vereador Cristiano Alves de Oliveira (Cristiano Bicô), acusado de participação em um suposto esquema de “rachadinha”, arquivou a denuncia em sessão de julgamento na manhã desta segunda-feira, 02 de setembro.  Após três meses de apuração, a relatora do caso, vereadora Jaiane Santos, apresentou parecer final recomendando o arquivamento do processo, decisão que foi confirmada em plenário.

O suplente Otávio Albuquerque assumiu temporariamente a vaga do vereador durante a sessão, conforme prevê o regimento interno. O resultado foi de 10 votos a 3 pelo arquivamento. Já na análise de quebra de decoro parlamentar, o placar foi de 9 a 4. A votação ocorreu de forma não nominal, ou seja, não se identifica o votante e o seu voto.

A denúncia surgiu a partir da divulgação de um vídeo em redes sociais no qual Cristiano aparece em conversa com o ex-assessor Getúlio Siqueira Rosa, levantando suspeitas de devolução de parte dos salários de servidores. O episódio levou à abertura da Comissão Processante em 2 de junho.

Durante a fase de instrução, testemunhas foram ouvidas, entre elas a vereadora Carmem Casagrande e o próprio denunciante. Também foram analisados áudios, mensagens e extratos bancários apresentados pela defesa.

O depoimento de Getúlio, porém, acabou enfraquecendo a acusação. Ele admitiu ter interesse na cassação do vereador por ter sido exonerado e afirmou nunca ter devolvido salários, alegando que eventuais valores repassados foram entregues de “livre e espontânea vontade”. Carmem Regina, por sua vez, relatou que o ex-assessor apenas demonstrava dificuldades financeiras pessoais.

A relatora destacou ainda que o conteúdo do vídeo era “ambíguo e descontextualizado” e que não houve provas consistentes que justificassem a cassação.

 “A cassação de um mandato é a medida mais drástica dentro do Legislativo. Não pode se basear em meras conjecturas. Neste caso, o conjunto probatório é frágil, contraditório e insuficiente”, afirmou Jaiane.

No parecer oficial, ela votou pela improcedência das acusações e pelo arquivamento do processo, reforçando os princípios constitucionais da presunção de inocência e do in dubio pro reo.

Apesar do arquivamento, a comissão determinou o envio de cópias do processo à Polícia Civil e ao Ministério Público para eventual continuidade das investigações em outras esferas.

O relatório foi assinado pela relatora Jaiane Santos, pelo presidente da comissão Ricardo Schneider e pelo membro Ataíde Luiz da Silva.

O caso teve grande repercussão em Nova Mutum e gerou debates sobre a conduta parlamentar. Mesmo diante da pressão popular, a comissão reforçou a necessidade de julgamento técnico.

“O senso comum pode clamar por punição, mas a justiça exige convicção plena, e não conjecturas”, concluiu Jaiane.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Nova Mutum, MT
22°
Parcialmente nublado

Mín. 20° Máx. 32°

23° Sensação
1.13km/h Vento
86% Umidade
33% (0.32mm) Chance de chuva
06h43 Nascer do sol
19h15 Pôr do sol
Qua 32° 20°
Qui 32° 20°
Sex 33° 21°
Sáb 29° 22°
Dom 26° 21°
Atualizado às 07h10
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Economia
Dólar
R$ 5,22 +0,32%
Euro
R$ 6,19 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 374,851,63 -1,13%
Ibovespa
186,464,30 pts -0.69%
Publicidade
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Publicidade