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Indígenas protestam contra cassação de prefeito e pedem respeito ao voto

04/07/2025 às 18h02
Por: Guilherme Paulo Fonte: Redação do GD
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Reprodução
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Dezenas de indígenas realizaram um protesto na manhã desta sexta-feira (4), em frente ao Fórum de Brasnorte (579 km a noroeste de Cuiabá), em defesa do prefeito Edelo Marcelo Ferrari (União), que teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral por suposto esquema de compra de votos de membros da etnia. O grupo fez uma passeata e reivindicou respeito ao voto indígena, levando cartazes com frases como “também temos direito de votar”, “respeitem a democracia” e “juiz não gosta de índio”.

A cassação do prefeito foi determinada pelo juiz Romeu da Cunha Gomes, da 56ª Zona Eleitoral de Brasnorte, no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE). A decisão também atingiu a vice-prefeita Roseli Borges de Araújo Gonçalves (União) e o vereador Gilmar da Obra (União). De acordo com a ação, foi constatado abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2024, com a suposta compra de votos. 

Durante a manifestação, os indígenas negaram que tenham recebido qualquer tipo de benefício em troca do voto e afirmaram que o apoio à candidatura de Edelo foi espontâneo, motivado pela postura do gestor em defesa das causas indígenas. 

Eles também alegaram que suas falas não foram consideradas pelo magistrado responsável pelo caso, mesmo após audiência. O grupo ainda denunciou um episódio de desrespeito por parte de uma promotora, afirmando que ela teria rido durante os relatos feitos por representantes da comunidade, o que foi interpretado como sinal de desprezo.

Os manifestantes cobraram mais escuta e reconhecimento da Justiça em relação aos povos originários, reforçando que o voto indígena também é legítimo e deve ser respeitado.

Cassação


A Justiça Eleitoral determinou a cassação dos mandatos do prefeito reeleito de Brasnorte, Edelo Marcelo Ferrari (União), a vice-prefeita Roseli Borges de Araújo Gonçalves e do vereador Gilmar Celso Gonçalves. O magistrado afirma que os políticos foram beneficiados por esquema ilegal de compra de votos por meio de distribuição de frangos congelados, combustíveis, além de transferência irregular de domicílio eleitoral e transporte de eleitores da comunidade indígena Enawenê-Nawê nas eleições de 2024. A decisão é de quarta-feira (2).

Em sua rede social, o prefeito garantiu que está “muito tranquilo” e vai recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) contra a determinação. Por meio de nota divulgada à imprensa, ele enfatizou que permanecerá no cargo enquanto aguarda o julgamento do recurso. “É nosso direito recorrer na condição de prefeito, de permanecer no cargo, inclusive nesse período em que estaremos recorrendo. Tenho certeza que vamos reverter essa decisão, com embasamento jurídico que comprovará de forma contundente a nossa inocência”, cita.

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