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Cidades ‘Operação Status’

Alvos da PF compraram fazenda de R$ 10 mi para lavar dinheiro e tiveram prejuízo com plantação de arroz

Um fato curioso chamou atenção durante a investigação feita pela Polícia Federal, que resultou na deflagração da ‘Operação Status’, deflagrada nesta sexta-feira (11) com o objetivo de combater a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas.

12/09/2020 15h12
Por: Redação Hora News MT Fonte: Olhar Direto
Reprodução
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m fato curioso chamou atenção durante a investigação feita pela Polícia Federal, que resultou na deflagração da ‘Operação Status’, deflagrada nesta sexta-feira (11) com o objetivo de combater a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Os líderes da organização criminosa que usaram mais de R$ 10 milhões para comprar duas fazendas na cidade de Barra do Garças (520 quilômetros de Cuiabá) tiveram prejuízos ao plantarem arroz no local. A propriedade está no nome de outra pessoa, um funcionário, que seria laranja do grupo.

“Eles colocaram estas fazendas no nome de um funcionário de confiança da organização criminosa. Pagaram cerca de R$ 10,5 milhões nas propriedades. Além desta quantia, fizeram grandes investimentos no maquinário agrícola e reforma”, explicou o delegado Lucas Vilela, responsável pelo caso.
 
Chama atenção que os criminosos acabaram tendo prejuízo ao apostarem na plantação de arroz na propriedade. “Tiveram algum prejuízo ao decidirem plantar arroz”, disse o delegado sem dar muitos detalhes.
 
O funcionário que ‘emprestou’ seu nome para o esquema de lavagem de dinheiro promoveu a abertura de pessoas jurídicas para realizar a gestão das fazendas. As propriedades possuem área somada de quase dois mil hectares.
 
Nesta sexta-feira, foram sequestrados mais de R$ 230 milhões em patrimônio do tráfico de drogas no Brasil e no Paraguai. No Brasil, foram 42 imóveis, duas fazendas, 75 veículos, embarcações e aeronaves, cujos valores somados atingem R$ 80 milhões em patrimônio adquirido pelos líderes da Organização Criminosa.
 
O esquema criminoso investigado tinha como ponto principal a lavagem de dinheiro do tráfico de cocaína, por meio de empresas de “laranjas” e empresas de fachada, dentre as quais havia construtoras, administradoras de imóveis, lojas de veículos de luxo, dentre outras. A estrutura, especializada na lavagem de grandes volumes de valores ilícitos, também contava com uma rede de doleiros sediados no Paraguai, com operadores em cidades brasileiras como Curitiba, Londrina, São Paulo e Rio de Janeiro.
 
A operação foi batizada de “Status” em alusão à ostentação de alto padrão de vida mantida pelos líderes da organização criminosa, com participações em eventos de arrancadas com veículos esportivos de alto valor, contratação de artistas famosos para eventos pessoais e residências de luxo.

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